Anais Maçônicos Fluminenses é uma publicação apócrifa de 1834 que narra o início da atividade maçônica no Brasil até o ano de 1832. Nesta obra fala-se do nascimento de muitas Lojas, assim como o término de suas atividades. Relata-se ainda o envolvimento da maçonaria com movimentos políticos, como por exemplo a Revolução Pernambucana e a Independência do Brasil.

Julgando ser uma obra fundamental para o entendimento do início da maçonaria no Brasil, reeditei estes escritos, com linguagem atualizada. Inseri, também, notas explicativas nas passagens do texto que podem ser mais obscuras ao leitor.
Como trata-se de uma obra do início do século XIX, trabalhei com esmero, consultando diversos livros que complementassem o cenário. Deste modo segui atualizando apenas a linguagem, e descomplicando parágrafos de difícil entendimento. Tudo isso, é claro, sem corromper o sentido original. Segue exemplo do trecho referente a introdução do Capítulo Segunda Época:
Original:
Comprehende o periodo de 1805 á 1822 = Algumas Lojas apparecem e desapparecem logo; a de S. João de Bragança promette mais duração; disolve-se pelos receios do Ministro d’Estado Villa Nova: circinstancias deste acto. Mendes Vianna funda a Loja Commercio e Artes, ajudado dos mações da Reunião. Funda-se o Grande Oriente do Brazil; e crião-se mais duas Lojas entra o Governo na Maçonaria, para melhor promover a Acclamação do Imperador, acclamado já na grande Loja, e elevado a Grão Mestre; serviços dos Mações nesta época, e perseguição com que a perfídia os recompensava por meio do Apostolado. Suspendem-se os trabalhos Maçonicos em 29 de Outubro de 1822, e continua o apostolado.
Editado:
PRÓLOGO DA SEGUNDA ÉPOCA
Compreende o período de 1805 a 1822. Algumas lojas apareceram e desapareceram. Uma Loja chamada São João de Bragança, que por ter membros da corte prometia ter mais duração, acabou se dissolvendo por receios do Ministro de Estado Villanova* . Mendes Vianna funda a Loja Commercio e Artes, ajudado pelos maçons da Loja Reunião, que após se dividir em três oficinas, fundam o Grande Oriente do Brasil. Entra o governo na maçonaria para promover a aclamação do imperador.
Aclamado na Grande Loja, Dom Pedro I é elevado a Grão Mestre, que recompensa seus pares com perfídia e perseguição através do Apostolado (Fraternidade Antimaçônica criada por Bonifácio para combater o grupo de Gonçalves Ledo). Os trabalhos do Grande Oriente do Brasil são suspensos em 29 de outubro de 1822, o Apostolado só cessa os seus trabalhos em julho de 1823.
*Thomaz Antônio de Villanova Portugal, foi desembargador do Paço e ministro de várias pastas, chegando a acumular entre 1818 e 1820 as pastas de Erário Régio e Negócios Estrangeiros e da Guerra. Segundo a página da Memória da Administração Pública Brasileira (MAPA) promoveu intensa campanha contra a maçonaria.

Imagem do documento original digitalizado.
O Anais Maçônicos Fluminenses é dividido em quatro partes:
Quadro histórico
- Primeira Época
- Segunda Época
- Terceira Época
Lista de Maçons perseguidos por José Bonifácio
Documentos contendo propostas e discursos para unificação do Grande Oriente do Brasil e Grande Oriente Nacional Brasileiro (Passeio).
Lista de Lojas Maçônicas existentes dentro e fora do Rio de Janeiro.
No presente livro optamos por trabalhar apenas o Quadro Histórico, a lista de Maçons perseguidos e e lista de lojas existentes na época, de modo a conseguir dar a cadência e atenção apropriada. Porém, todos os apoiadores terão acesso a uma cópia digitalizada do documento original que será disponibilizada em drive através de QR Code na publicação.
Ficha técnica
Tam: 14×21
Páginas: 40
Papel: pólen 80g
Quer apoiar esse projeto? Clique no Banner!

Uma resposta em “Anais Maçônicos Fluminenses”
Boa tarde mano!
Que eu saiba, sim.